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Amor de Pai

 

 

Quase não se fala.

Quase não se escuta.

De tanto que se ouve : “amor de mãe, é amor de mãe ! ” ou algo assim, o amor do pai fica em segundo plano.

Quase um grito abafado.

Um espirro que teima em não sair. 

Quase invisível.

Quase Pepsi: “pode ser ? ” 

Aquela segunda fatia do bolo. Quem sabe o jogador reserva ?

Ou aquele que recebeu o Oscar de melhor coadjuvante?

 É claro que, como tudo na vida, não existe receita de bolo : cada caso é um caso. E tudo bem. 

Mas cá entre nós, tenho visto muitos super protagonistas ou co-protagonistas nesse filme da vida como ela é. 

Pais que passam as noites acordados com o bebê que chora e não dorme.

Pais que jogam o mesmo jogo, brincam de boneca, de carrinho ou contam a mesma história mais de 50 vezes seguidas.

Pais que não desgrudam do leito quando a criança está internada, que ficam sem comer e sem dormir enquanto não melhora.

Pais que nunca deixam o pão de queijo queimar, que nunca esquecem de trazer a melancia que o filho ama. 

Pais que escrevem livros sobre os filhos. 

Pais que lutam pela causa de seus filhos como um lema de vida.

Pais que vivem por eles, “até o infinito e além”.

Pais que criam conexões sentimentais inexplicáveis e lindas de se ver com os filhos.  Amor de pai, é amor de pai. 

Nem maior, nem menor. 

Nem mais, nem menos. 

Simplesmente, amor. 

(Texto originalmente publicado em meu perfil do instagram @sonhodiferente em 23 de abril de 2018).

Autoria: Daniela Figueiredo 

@sonhodiferente

 

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