Categorias: Carreira, Rotina com filhos

Como anda a sua carga mental ?

Você já se pegou pensando em um turbilhão de coisas para fazer ao mesmo tempo?

Imagina a situação: Você está dirigindo, tomando banho, limpando uma fralda, não importa. E então começa a vir essa enxurrada de itens na sua cabeça:

– Ainda estou devendo o presentinho do aniversário da escola da semana passada, preciso comprar!

– Esqueci de remarcar o pediatra !

– Nossa, não tem nada nessa casa, nem fruta e legumes para as crianças! Com que tempo vou ao supermercado? “;

– Tenho que ligar para o marceneiro, não aguento mais esse móvel quebrado.

-Hoje era dia de levar para escola um tecido vermelho de bolinha amarela. Sou a pior mãe do mundo! Só meu filho não vai ter o tecido, vai ficar excluído!

– Nossa, faz séculos que não vou ao dentista, ginecologista, dermatologista. Preciso marcar tudo urgente!

– A vacina XYZ ainda está atrasada… Será que finalmente consigo ir nesse sábado?

– Ainda não levei para a lavanderia a roupa do casamento que vamos no sábado, e agora ?

– Amanhã tenho duas reuniões na empresa e ainda nem terminei os slides! E o relatório que o prazo era para hoje, que horas vou fazer?.

– E a rifa da festa junina? Nem comecei a tentar a vender. Meu filho não vai ter direito a brincar nas barraquinhas!

Nessa hora, a pessoa fica na dúvida se surta, se sai correndo, ou pede para parar o mundo e descer desse trem doido.

Você vive isso quase todos os dias? Bem vinda ao clube, você não está sozinha. Isso se chama carga mental. O fenômeno da carga mental consiste em pensar sem parar nas coisas q que há para fazer, antes mesmo de delegá-las. É pensar o todo tempo, em todo o trabalho quase que invisível que faz a roda girar. Ou seja, que faz o ambiente familiar e profissional funcionar plenamente.

Photo by Jad Limcaco on Unsplash

Recentemente esse tema viralizou na internet graças a uma história em quadrinhos de uma francesa que de certa forma, denunciava: geralmente é só a mulher que tem que pensar em tudo, já que o marido se coloca em atitude passiva e é preciso pedir-lhe para fazer as coisas. A mulher se transformou em uma espécie “gerente do lar”.

A verdade é que apenas o fato de pensar nessas coisas já é estressante. E muito. Mesmo que a gente delegue algumas dessas atividades. Porque apenas o fato de ter que organizar os pensamentos, decidir quem faz o que, em qual prazo, e de que maneira, é um MEGA esforço. É como ser um gestor numa empresa. Um gestor que faz o planejamento estratégico, cria planilhas, definindo metas e prazos. Só que não recebemos por isso. Pelo contrário, isso se adiciona ao nosso trabalho de todo dia, seja ele em casa, ou em uma empresa.

E advinha? É algo invisível. Ninguém sabe, ninguém viu. Porque está dentro da nossa cabeça apenas. Só percebem quando algo sai errado: “- Não acredito, você não viu que era o último rolo de papel higiênico!; – Nossa, você não viu que tem uma manchinha (quase invisível) nesse uniforme da escola? “

E para quem vai a “culpa”? Para a pobre coitada da mãe. Não importa se os dois (pai e mãe) trabalham fora o mesmo número de horas semanais. Não importa se os dois usam papel higiênico.

Com uma pouco mais de sorte que as nossas mães, vivemos numa época onde as responsabilidades são um pouco mais divididas. Hoje já possível questionar o papel do pai na organização do lar e na criação das crianças. Mas ainda há muito a ser feito. Eu diria que não devemos nos calar. E cobrar não só as atividades que delegamos, como por exemplo: – “Você pode buscar o fulaninho na escola hoje ? . Mas cobrar também a participação deles no planejamento da rotina da casa.

E o podemos fazer, na prática, para tentar reduzir o peso dessa carga mental?

  1. Cobrar mais do pai (ou outros) no planejamento e organização. Por exemplo, vocês podem dividir tarefas: um fica com o planejamento da casa (ex: chamar eletricista, marceneiro) ; e o outro se encarrega de olhar a agenda das crianças. Um garante as compras de mercado em dia; o outro fica com a organização da rotina de médicos e vacinas das crianças. E assim por diante.
  2. Anotar absolutamente tudo. Em diferentes lugares. Na agenda do outlook ou qualquer outra eletrônica. Agenda de papel, se você ainda usa. Anotar no caderno ou no Planner. Criar o seu “TO DO LIST” e rever diariamente. Marcar com marca texto o que tem que ser naquele dia (ou muito em breve). Ou seja, definir o que é prioridade. Eu faço minha lista de afazeres da seguinte forma. Um caderno. Uma página. Faço uma linha no meio. Do lado esquerdo são os compromissos profissionais. Do lado direto, os pessoais. Vou riscando os quais já completei. E categorizando os demais em ordem de importância. Também anoto o que eu deleguei, para qual pessoa, e para quando. Quando fica muito poluído, crio uma nova página.
  3. Ter algumas dessas tarefas ou compromissos de forma mais visual. Por exemplo: a) convites de aniversário e compromissos em geral (ex: troca faixa da capoeira), ficam grudados na geladeira. B) Usar quadros brancos de rotina semanal. Vende em muitas papelarias boas. É dividido nos dias da semana. Você só vai apagando e reescrevendo os dias, conforme avançam as semanas. Colocar na cozinha para que todos possam ver.
  4. Delegue, delegue, delegue. Você não dar conta de tudo sozinha.
  5. Não se cobre se não sair tudo perfeito. Sempre vai ter papel higiênico na farmácia da esquina. Se um dia faltar o jantar, tem sempre algum delivery e ninguém morre por causa disso.

Pense nisso. Se cobre menos. Sofra menos. Organize mais. Divida mais. E tenha uma vida mais leve.

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Autoria : Daniela Figueiredo.

Categorias: Textos e Poesias

A vida é trem bala, meu Amor

Ainda me lembro, nessa mesma hora, há exatos quatro anos atrás.Eu, no seu quartinho recém-decorado, guardando as últimas peças na mala da maternidade para o dia seguinte: “Será que coloquei tudo? Vou botar só mais uma roupinha. Quem sabe mais uma manta e mais fraldas?”

E quando voltei pra casa com você? Fazia um dia lindo de sol, mas um frio de doer. Você, numa manta felpuda cor creme e de coelhinhos. Um pacotinho que eu carregava como se fosse um cristal valioso prestes a se quebrar. Abrimos a porta de casa e me bateu um misto de alegria e medo. Não sabia o que fazer. Você dormia. E eu fiquei em pé estatelada em frente à porta, e falei:

 – E agora?

 – E agora o que? – disse minha mãe

– O que eu faço com ele?

– Coloca no berço do quarto dele, ué…

 – Mas e se ele acordar?

– A gente ouve e pega. Se precisar, liga a babá eletrônica

Não precisou. Não desgrudei de você nem um segundo sequer.

Você, seu sapeca danado! Nesse dia ainda não sabia que você iria transformar tudo por dentro de mim e também ao meu redor: A minha alma, a minha sala, a minha rotina, a minha definição de prioridades.

Você, que bagunçou meu coração desde que acariciei seu cabelinho e segurei a sua mão, quando me entregaram você ainda sujinho de sangue.

Você, que me ensinou a cada dia o amor mais profundo, em cada sorriso, cada afeto, cada conquista. E que recentemente assumiu com louvou o importante papel de irmão mais velho

Você, seu inventor de palavras! Encantador como um boto, quando chega com esses olhos cor azul-esmeralda, como a água da gruta azul de Capri. Vem de mansinho me chamando de “mimi” e abraçando forte até doer de tanto amor.

Você, que vem de chameguinho pedindo para rolar no chão abraçado , apostar a “última” corrida , jogar o “último” jogo, contar “só mais uma historiazinha, mamãe, por favor , só umazinha só”.

Você, seu ladrão de corações! Vou fazer tudo isso sempre que você quiser. E principalmente, agora. “Agora, só agora”, como diz a música . Porque eu sei que você vai continuar crescendo e um dia vai querer alcançar novos voos.

E porque, também como diz uma outra linda canção ” a vida é trem-bala, meu amor. E nós, somos apenas passageiros esperando partir.”

Autoria: Daniela Figueiredo – Blog um Sonho Diferente.

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Nota: Post escrito em homenagem aos quarto anos do Rafael.

Categorias: Experiências, Textos e Poesias

Minha Boneca de Verdade

Quando eu tinha uns 7 anos, eu ganhei no natal um boneco-bebê. Ele ganhou o nome de Renato. As minhas duas primas também ganharam. Só que a delas era uma menina. De lacinho e tudo. E vestidinho. Um charme. Eu tinha o Renato. Ok, ele também era fofo. Mas as bonecas meninas … Ah, que sonho. Eu emprestava o Renato um pouquinho e elas me emprestavam as “meninas”. Meus pais, percebendo a minha vontade de ter uma bebê menina, me deram uma. Ela era ainda mais parecida com um bebê de verdade. Só que era bem pequenina, muito menor comparada aos outros. Mas foi amor a primeira vista. Renato, coitado, ficou de lado. A boneca era levada de um lado para outro. Passava talco, trocava vestidos e laços. Eu não lembro, mas minha tia diz que eu botava ela na janela para pegar sol. O nome que ela ganhou foi “Quena” . Porque ela era muito pequena. Pois bem, trinta anos se passaram, e eu ganhei uma “Quena” de verdade. Minha Lulubinha. 1 ano e 1 mês. Vestindo 3 meses. 4,600 kg. Do tamanho de um botão. Uma mini bebê. Minha “Quena” da vida real. De lacinho de verdade. As vezes eu olho para a Luísa, me lembro da “Quena” e me emociono. Elas são tão parecidas. Vai entender os caminhos que Deus desenha para a gente…

Autoria – Daniela Figueiredo – Blog Um Sonho Diferente. 

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