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A história da Lulubinha – Parte 2: Chá Revelação

Quem me conhece sabe… Sou a ansiedade em pessoa. É claro que eu não ia aguentar ultrasonagrafia de 12 semanas para saber o sexo. Até porque eles às vezes fecham as perninhas, viram de costas e teimam em não querer se revelar para o mundo.

Tive que ter um pouquinho de paciência e esperar “as longas oito semanas” para poder fazer o teste de sangue que permite saber o sexo. É claro que fiz no dia Dia 1 da oitava semana. Ansiosa, eu ? Não, imagina … Mas, como sempre, baseada em dados concretos: “ Se feito a partir da oitava semana, tem 99% de chance de dar certo.”. E lá fui eu colher o sangue de manhã bem cedinho, no dia 1 da oitava semana, antes do trabalho. Esperei aflita por 10 dias para sair o resultado. A partir do quinto dia, já entrava todo dia no site do laboratório para olhar se já tinha saído. É claro que somente com dez dia exatos que o resultado estava lá.

É claro que fiquei tensa e mega curiosa. Mas consegui esperar o André chegar do trabalho para abrirmos juntos. Quando clicamos no link, abre um arquivo. Cheio de informação na parte de cima. Informações essas (meu nome, datas, metodologia do exame, e blá blá blá), que foram devidamente ignoradas naquele momento, pois só conseguia focalizar meus olhos em uma palavra:  “feminino”.

Meu coração transbordou de alegria, eu pulei literalmente, e abracei o André: é uma menina, uma menina, vamos ter um casal, uma menininha….!!!”. Ele também queria menina, e ficou eufórico. Não consegui acreditar. Imediatamente minha mente viajou para um mundo desconhecido, mas encantador de lacinhos de fita, vestidinhos, sapatinhos fofos, cabelos compridos, eu arrumando e fazendo lindos penteados. “Como ela será?. “Com quem vai ficar parecida? ”.  Será que também vai vir com olhos azuis como os do irmão? “Não, acho que ela vai ser mais moreninha, cabelo bem castanho e liso escorrido como o meu (já foi um dia),  e vai ter olhos cor de mel. ” “Será que ela vai ser meiga e fofa? ou uma serelepe que vive correndo agitada? “Será que vai falar coisas engraçadas, assim como o irmão? Será que eles vão ser amigos?

Decidimos fazer um chá revelação. E logo. Pra ontem. Queríamos contagiar o mundo todo com nossa alegria. Para quem ainda não conhece, um chá revelação, é como se fosse um chá de bebê. Porém o objetivo principal é divulgar para a família e amigos, qual o sexo do neném. Muitas vezes os próprios pais também não sabem e cabe a algum amigo(a) o papel de revelar. Obviamente, minha ansiedade não permitiu isso, e no nosso caso, a surpresa era só para os convidados mesmo. Eu mesma pesquisei e produzi sozinha o convitinho virtual, com minhas poucas (ou inexistentes) habilidades de design. Foi um evento bem caseiro, só mesmo para a família, que a mamãe organizou cada detalhe. Os convidados tinham que vir vestidos de rosa se apostassem que era uma menina, e de azul caso acreditassem que era um menino.

Minha casa foi invadida por um mar de cor de rosa. Com um ou outro azulzinho isolado. Quando cortei o bolo, e o recheio era rosa, todos gritaram de alegria. Uma celebração contagiante. Uma família na qual só tinham nascido meninos até então. Minha sogra teve três filhos homens, três netos homens, e minha mãe dois netos homens. E agora vinha uma menina ….Pode-se dizer que todos ficaram nas nuvens. Já tinha gente que comprou o primeiro vestido sem mesmo saber o sexo ainda. Foi uma choradeira só. Choro de alegria é bom demais. Estavamos vivendo um verdadeiro sonho de ter nossa família completa com um casal. Foi um dia lindo e muito gostoso, comemorando com as pessoas que mais amamaos.

Fiquei de olho nos próximos post para a continuação da história da Lulubinha.

Para ler a parte um da história da Lulubinha – “A Descoberta Inusitada” , clique aqui.