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A maternidade e suas delícias inesperadas em um dia difícil

Verdade seja dita: Desconfio que a maioria de nós, mães, estamos sempre tentando ser a melhor mãe possível para os nossos filhos. No entanto, tem aqueles dias em que estamos tão atarefadas, cansadas ou irritadas com algum problema, que às vezes dá vontade até de sumir. Verdade ou não?

Outro dia aconteceu comigo. Eu tive um dia bem difícil. Estava cansada, com dor de cabeça, e sem muita paciência. Como qualquer ser humano (mãe ou “não-mãe”) deveria ter o direito de ter.

Para piorar a situação, neste dia o Rafael, meu filho de 4 anos, estava bem mais agitado e desobediente do que o normal. Eu estava enfrentando uma verdadeira batalha para conseguir fazer com que ele dormisse.

 

Ele, o Rafa, já tinha falado “Eu te amo” algumas vezes. Geralmente em resposta ao meu “Eu te amo”, ou solto no meio de alguma brincadeira agitada e sem muito contexto.

Com ele, a hora de dormir é todo um processo beeem demorado, mas neste dia estava pior. Ele inventava todas as desculpas possíveis para não dormir. Já com a luz apagada, ele dizia coisas do tipo:

-“Conta mais uma história, só umazinha só, mamãe, por favor” – “Tô com sede, mamãe, quero água, quero suco ”; – “Quero ver desenho na TV”;- Quero dar mais um beijo de boa noite na Lulubinha, mamãe – “Deixa eu ver um Ipad, uma netflix ? ou que tal Angry Birds? Deixa, mamãe, por favorzinhoooo ! “

Depois de algumas dessas e já “morta com farofa”, falei:

-“Filhinho, meu amor, fecha o olhinho e vamos dormir. Já está muito tarde e a mamãe não está de brincadeira, vamos dormir agora !

Ele se conformou e aos poucos seu corpinho foi amolecendo devagar. Ficou abraçado comigo (como todos os dias), segurando meu dedo, dando carinho.

A respiração dele já tinha mudado. Já era aquela respiração de quem está começando a dormir.

E do nada, vem ele outra vez: “-Mamãe, quero xixi, estou apertado”

Respirei fundo, e minha primeira reação foi achar que era alguma outra desculpa esfarrapada. Mas decidi não arriscar. Levei o Rafa até o banheiro e não acendi a luz. Entrava uma luzinha fraca pela porta, que permitia enxergar o mínimo necessário.

Geralmente ele faz xixi de pé, como um rapazinho. Mas como estava meio dormindo, sentei-o no vaso (ainda grande para ele) e fiquei abraçando-o, para que ele não escorregasse.

Ficamos ali, abraçadinhos, enquanto ele fazia o seu xixi. Ele me deu uns beijinhos no rosto, esfregou o rosto dele no meu, deu um carinho, e soltou um suspiro.

Era um suspiro de amor… E sem que eu dissesse absolutamente nada, ele suspirou outra vez e disse com a voz mais linda do mundo: “Mamãe, eu te amo”, e me tascou outro beijo na bochecha e outro abraço.

Quase morri. Eu, que antes estava irritada, agora estava nas nuvens.

Peças que o destino e a maternidade pregam na gente: um chamego inesperado num dia difícil. Coisas simples da vida, mas que podem transformar o nosso mundo interior.

Retribui o “Eu te amo”. Levei-o de volta para cama no colinho (como antigamente), nós nos abraçamos outra vez e em menos de um minuto ele já estava dormindo.

Uma lágrima de alegria escorreu no canto dos olhos, a dor de cabeça passou, a irritação desapareceu, o cansaço foi embora e nós dois dormimos com anjinhos.

E você? Teve alguma vez que o seu filho(a) te fez sentir melhor em um dia difícil ? Conte aqui ou entre em contato comigo por email.

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Autoria: Daniela Figueiredo – Blog Um Sonho Diferente.