Categorias: Experiências, Rotina com filhos

A vida como ela é

Não é uma foto perfeita.

Não me importo. É uma foto da minha vida como ela é.

Que como a foto, não é perfeita.

Mas é tudo que mais amo e não trocaria por nada nesse mundo.

Nessa foto, vejo um retrato de um dia comum. Sem glamour, sem capa de revista, mas feliz.

São detalhes que parecem singelos, mas nessa mesma foto eu enxergo :

  • Um rapazinho com a calça do pijama “pescando siri” porque cresceu… e rápido ! E como ! Está crescendo saudável e encantador.

 

  • Se você observar bem, vai ver o mesmo rapaz com um adesivo adesivo na mão. Não quer tirar , está orgulhoso porque ganhou do “tio do judô ” , por bom comportamento.

 

  • Vejo também um mini pacotinho cor de rosa todo fofo e serelepe. Querendo chamar minha atenção batendo pezinho na minha perna. E pegando com a própria mão uma chupetinha. Cena que não seria possível de se ver alguns meses atrás. Uma Lulubinha que não interna há seis meses e está cada vez mais graciosa.

 

Gratidão é a palavra do dia !

 

Autoria: Daniela Figueiredo

 

 

(Texto originalmente publicado em meu perfil do instagram @sonhodiferente em 08 de maio de 2018 )

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O Apagar das Luzes das Mães

Já eram quase 10.
Um lutava contra o sono. A outra chorava do dentinho nascendo.
Quando terminou o sufoco e os anjinhos dormiram, tudo virou silêncio. Um silêncio profundo.
Já eram 11.
Ela queria ver uma série na TV.
Ela queria ler aquele livro.
Ela queria só fechar os olhos e não pensar em nada.
Ela queria meditar
Ela queria tantas coisas.
Mas lá estavam os últimos e-mails do trabalho para serem respondidos.
A mochila da escola para organizar.
A louça para ajeitar.
As coisas decisivas para conversar.
Os brinquedos para catar.
Os papéis para arquivar e contas para pagar.

Já era meia noite.
Ela deitou e apagou a luz.
Pensou nas coisas que não deu tempo para fazer.
Pensou na logística do dia seguinte.
Fechou olhos.
Mudou de rumo e pensou em Mikonos e nas praias mais lindas que já viu na vida.
Desejou ser teletransportada para lá .
Pensou nos bolinhos de chuva da vovó. Será que lá no céu ela faz bolinhos ?
Pensou nela criança quando montavam um barco de jornal e imaginavam que iam sair velejando mundo afora.
Pensou nos sonhos que ainda tem e que somente ela sabe.
Pensou na época que ela podia dormir sem hora para acordar e fazer maratona de filmes não-infantis.
Estava quase dormindo. Relaxou.
Pensou em como a casa era vazia e sem graça antes deles, os filhos.
Lembrou do sorriso do mais velho.
Lembrou da pequena que aprendeu a rolar com risinho de sapeca.
Lembrou do som e das cores da casa com eles.
Sorriu com os olhos fechados.
Dormiu o sono dos justos.

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Corda Bamba

Eu nunca andei numa corda bamba.

Daquelas de trapezista no circo.

Mas se eu fechar os olhos consigo sentir no fundo da minha alma como deve ser a sensação.

Desde que tive filhos, sinto que ando sobre uma.

Quem anda em corda bamba de verdade deve ter medo de cair. Medo de perder o equilíbrio.

Acho que para a realidade materna, isso poderia se traduzir em:

Medo de não dar conta de tudo.

Medo de algo de ruim acontecer com os filhos

Medo de um dia pifar.

E assim vai.

Mas, apesar do frio na barriga que a corda bamba me dá, tenho aprendido que não vale a pena viver de medos.

Vale a pena viver um dia de cada vez.

Como disse uma vez um grande cara: “É preciso amar as pessoas, como se não houvesse amanhã. Porque se você parar pra pensar: Na verdade , não há.”

E você ? Já se sentiu numa corda bamba ? Se sim, comente aqui !