Categorias: Experiências, Textos e Poesias

Porque criei esse blog ?

Eu criei esse diário aqui como um desabafo de uma mãe assustada tentando superar a própria dor. Achei também que talvez poderia ser útil para alguém. Um dia, num futuro distante, quem sabe ?

Mas no fundo, no fundo mesmo, achei que eu fosse falar sozinha. Com tanta informação circulando na internet, como é difícil chamar a atenção das pessoas !

Acho que posso dizer que me enganei.

Muitas pessoas leem e já aprenderam amar a Lulubinha.

Muitas pessoas já disseram que mudaram sua forma de pensar ou de ver o mundo (para melhor) ao ler nossas histórias.

Já encontrei pelo menos cinco mães de crianças (atuais ou estrelinhas) com a mesma síndrome que não sabiam de outras crianças, que não sabiam do nosso grupo Brasil e graças a Deus eu pude apresentar essa comunidade para elas, ou simplesmente trocar ideias.

Já recebi cartinhas amorosas e mensagens carinhosas de mães de crianças com a mesma ou outras condições, que me acolheram e me “abraçaram” .

Já recebi tanto amor e carinho , e já me doei tanto também.

Por isso, acho que não tem sido em vão. Não foi por um acaso que decidi criar isso aqui.

Fico emocionada com as mensagens de vocês.

Tem dias, como hoje, que eu me emociono demais.

Obrigada pelo carinho de todos vocês.

 

Autoria: Daniela Figueiredo

(texto originalmente publicado no meu perfil do instagram em 05 de maio de 2018)

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Reconstrução dos Sonhos: Porque ela é importante

Dia muito feliz hoje. Isso porque mais uma vez a Shirley do Macetes de Mãe me deu a honra de postar mais um texto meu em seu blog. Logo ela, que eu sou super fã já faz alguns anos. Obrigada, Shirley.
Nesse texto, eu falo sobre como superar os desafios que a vida nos impõe através da reconstrução de sonhos. Eu conto como foi passar pelo processo de superação de que minha filha não é perfeita. Afinal de contas, todos nós somos únicos, não é verdade?
Eu compartilho detalhes íntimos e o que fiz para superar as dificuldades. Eu falo sobre como foi cancelar aqueles marcos tão sonhados da gravidez: Chá de bebê, ultrassonografias fofas, distribuição de lembrancinhas na maternidade, saída na maternidade com bebê no colo, ou lindas fotos pós-parto. Tudo isso eu tive com o Rafael. Mas nada disso eu pude ter com a Luísa. Eu tive que reinventar esses sonhos.
Como fiz isso? Aceitando que aquele sonho já era, e que eu tinha que olhar para frente. Nunca para trás. Aprendendo a viver um dia de cada uma vez. Aprendendo a priorizar o que é importante nessa vida: Amor, saúde, fé, família e amigos, um sustento. O resto é o resto.
Ter um lindo chá de bebê pode até ser legal, mas isso é infinitamente pequeno perto da gratidão de ver um filho nascer saudável, ou até nascer com limitações, mas conseguir superá-las cada um a sua maneira. Assim com tem sido com minha pequena grande guerreira, Luísa. Mais conhecida como Lulubinha.
Eu conto como foi todo esse processo no texto que está neste link aqui.   Eu recomendo a leitura para todos que estão passando por momentos difíceis. Não importa se o problema é relacionado ou não a maternidade. O processo de superação e reconstrução de sonhos segue os mesmos passos. Vale a pena conferir
Espero que curtam. Gostou do texto? Marque uma amiga nos comentários. Compartilhe. Compartilhando você poderá ajudar a muitas outras pessoas.

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Desabafo de uma mãe especial: internações

Hospitais já se tornaram um lugar comum. Essa é a parte mais dolorosa.
Já não perco uma noite de sono preocupada com se ou quando a minha filha vai andar. Nem pensando se ela vai um dia vai falar.
Mas sim, eu perco noites de sono com medo de internar.
Isso acaba com a qualidade de vida dela. Um pesadelo.

As convulsões dela estão para mim, como aquela bruxa-jacaré do sítio estava quando eu tinha uns 6 anos. (Qual era mesmo o nome dela ?). Morria de medo dela, assim como hoje tenho pânico quando percebo que está começando uma convulsão.
É tudo muito rápido. Tem que ter olho treinado para saber antes de começar. Infelizmente já estou nesse nível. E vai piorando de forma rápida. Exponencial. Numa hora está bem, minutos depois rezo para Deus salvar a vida dela mais uma vez.

Os minutos dentro do carro até chegar no hospital parecem dias, semanas. Acho que deveríamos ter direito a ter uma sirene para poder colocar em cima do carro e passar no engarrafamento. É um absurdo ficar vendo sua filha piorando, perdendo o ar, você fazendo respiração boca a boca, a boquinha cada vez mais roxa, rosto cada vez mais pálido, corpinho cada vez mais mole. E você o que pode fazer ? Nada. Esperar. “Ah… chama ambulância, tem sirene… “. Mas a realidade é que até a ambulância chegar eu já fui e voltei duas vezes.

Por incrivel que pareça já estamos aqui de novo no hospital desde ontem. Por pouco não precisou entubar. Graças a Deus não precisou entubar. Isso seria outro pesadelo. Ficou com a máscara só ontem. Hoje já respira sozinha, come normal pela boquinha e conversa com a gente falando sua língua do “aggum” . Esses adesivos em volta da cabecinha são por segurança, caso precise fixar a máscara novamente. Não vai precisar, saturando 99. Mas não querem tirar, me resta confiar.

E agradecer pela rápida recuperação dela. Quem viu a Luisa ontem à noite, e quem vê hoje, mal pode acreditar que é a mesma bebê. Melhora exponencial. Ela é surreal na sua capacidade de recuperação.

Vai embora gripe feia. Lulubinha quer casinha.