Categorias: Jóias raras, Textos e Poesias

Zelando o seu sono

Eu estou aqui.
Bem ao seu lado.
Zelando o seu sono. Enquanto o meu não vem.
Eu sei que você sabe que estou aqui. Eu sei que aqui não é a sua casa.
Eu sei que você quer ir pra casa. Eu também.
Saudade de você de dengo.
Saudade de ninar você.
Saudade da nossa casa com você nela.
Sem você, a casa não tem cor.
Sem você, a casa é vazia.
Sem você, a casa fica triste.
Falta um pedaço da casa .
Falta um pedaço de mim.
Falta um pedaço de nós.

Falta pouco, Lulubinha. Já vamos pra casinha, meu amor.

Texto:Daniela Figueiredo. Blog Um Sonho Diferente.
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Categorias: Textos e Poesias

A vida é trem bala, meu Amor

Ainda me lembro, nessa mesma hora, há exatos quatro anos atrás.Eu, no seu quartinho recém-decorado, guardando as últimas peças na mala da maternidade para o dia seguinte: “Será que coloquei tudo? Vou botar só mais uma roupinha. Quem sabe mais uma manta e mais fraldas?”

E quando voltei pra casa com você? Fazia um dia lindo de sol, mas um frio de doer. Você, numa manta felpuda cor creme e de coelhinhos. Um pacotinho que eu carregava como se fosse um cristal valioso prestes a se quebrar. Abrimos a porta de casa e me bateu um misto de alegria e medo. Não sabia o que fazer. Você dormia. E eu fiquei em pé estatelada em frente à porta, e falei:

 – E agora?

 – E agora o que? – disse minha mãe

– O que eu faço com ele?

– Coloca no berço do quarto dele, ué…

 – Mas e se ele acordar?

– A gente ouve e pega. Se precisar, liga a babá eletrônica

Não precisou. Não desgrudei de você nem um segundo sequer.

Você, seu sapeca danado! Nesse dia ainda não sabia que você iria transformar tudo por dentro de mim e também ao meu redor: A minha alma, a minha sala, a minha rotina, a minha definição de prioridades.

Você, que bagunçou meu coração desde que acariciei seu cabelinho e segurei a sua mão, quando me entregaram você ainda sujinho de sangue.

Você, que me ensinou a cada dia o amor mais profundo, em cada sorriso, cada afeto, cada conquista. E que recentemente assumiu com louvou o importante papel de irmão mais velho

Você, seu inventor de palavras! Encantador como um boto, quando chega com esses olhos cor azul-esmeralda, como a água da gruta azul de Capri. Vem de mansinho me chamando de “mimi” e abraçando forte até doer de tanto amor.

Você, que vem de chameguinho pedindo para rolar no chão abraçado , apostar a “última” corrida , jogar o “último” jogo, contar “só mais uma historiazinha, mamãe, por favor , só umazinha só”.

Você, seu ladrão de corações! Vou fazer tudo isso sempre que você quiser. E principalmente, agora. “Agora, só agora”, como diz a música . Porque eu sei que você vai continuar crescendo e um dia vai querer alcançar novos voos.

E porque, também como diz uma outra linda canção ” a vida é trem-bala, meu amor. E nós, somos apenas passageiros esperando partir.”

Autoria: Daniela Figueiredo – Blog um Sonho Diferente.

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Nota: Post escrito em homenagem aos quarto anos do Rafael.

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Minha Boneca de Verdade

Quando eu tinha uns 7 anos, eu ganhei no natal um boneco-bebê. Ele ganhou o nome de Renato. As minhas duas primas também ganharam. Só que a delas era uma menina. De lacinho e tudo. E vestidinho. Um charme. Eu tinha o Renato. Ok, ele também era fofo. Mas as bonecas meninas … Ah, que sonho. Eu emprestava o Renato um pouquinho e elas me emprestavam as “meninas”. Meus pais, percebendo a minha vontade de ter uma bebê menina, me deram uma. Ela era ainda mais parecida com um bebê de verdade. Só que era bem pequenina, muito menor comparada aos outros. Mas foi amor a primeira vista. Renato, coitado, ficou de lado. A boneca era levada de um lado para outro. Passava talco, trocava vestidos e laços. Eu não lembro, mas minha tia diz que eu botava ela na janela para pegar sol. O nome que ela ganhou foi “Quena” . Porque ela era muito pequena. Pois bem, trinta anos se passaram, e eu ganhei uma “Quena” de verdade. Minha Lulubinha. 1 ano e 1 mês. Vestindo 3 meses. 4,600 kg. Do tamanho de um botão. Uma mini bebê. Minha “Quena” da vida real. De lacinho de verdade. As vezes eu olho para a Luísa, me lembro da “Quena” e me emociono. Elas são tão parecidas. Vai entender os caminhos que Deus desenha para a gente…

Autoria – Daniela Figueiredo – Blog Um Sonho Diferente. 

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